Minha Jornada na Fotografia: Da D90 ao Encanto da Fotografia de Produtos

Tudo começou em 2011, quando decidi mergulhar de vez 

na fotografia. Fiz meu curso no Instituto Grão e foi uma 

experiência inesquecível. Tive a oportunidade de aprender 

em diferentes cenários: externas no Jardim Botânico, na 

Urca, e também dentro do estúdio. Havia modelos, 

exercícios práticos e, a cada clique, eu sentia que estava 

desenhando uma pintura real com a luz, o enquadramento 

e os detalhes. Descobri que gostava bastante de 

fotografar pessoas e fazer books, mas havia algo que me 

chamava ainda mais a atenção: a liberdade da fotografia 

de produtos.



Minha primeira câmera foi uma Nikon D90. Ah, como ela 

era linda! Só de segurá-la eu já sentia uma importância 

diferente, como se estivesse carregando um pedaço de 

arte em minhas mãos. Era uma máquina que chamava 

atenção por onde passava, e confesso, aquilo trazia um 

certo orgulho. Com ela, trabalhei para uma escola de 

música em 2012 e consegui meus primeiros bons 

retornos financeiros: cobrava entre R$180 e R$250, e 

naquela época, era um valor significativo. Foi um período 

especial.


Mas nem tudo era fácil. A insegurança das ruas do Rio de 

Janeiro acabou me afastando um pouco de carregar a 

câmera com tanta frequência. Isso, aos poucos, foi me 

apagando. Ainda assim, a fotografia nunca deixou de 

pulsar em mim. Eu me lembro das primeiras experiências 

com luz: brincava de iluminação usando as minhas 

Barbies como modelos. Montava cenários e buscava 

entender como a luz transformava a cena. Era um 

laboratório silencioso e criativo, que plantou em mim a 

paixão por composições.



Com o tempo, vi a tecnologia evoluir de uma forma 

impressionante. Hoje, os celulares são capazes de fazer 

imagens que, na época da minha D90, seriam 

impensáveis. É verdade que ainda faltam alguns recursos 

manuais que uma câmera profissional oferece, mas o 

avanço é inegável. Mesmo assim, nada substitui a 

sensação de segurar uma câmera, ouvir o som do click, 

girar a lente, olhar pelo visor (sim, o quadrinho mágico que 

tanto amava), ajustar foco, velocidade do obturador e 

profundidade de campo. É como uma dança entre técnica 

e sensibilidade.



Se por um lado o book fotográfico me conquistava pelo 

contato humano, por outro, a fotografia de produtos me 

oferecia algo único: a possibilidade de criar cenários, 

brincar com luz, compor como se fosse um quadro. 

Gosto da sensação de transformar um objeto simples em 

algo desejável, de mostrar sua beleza por meio da luz e da 

composição. É uma mistura de técnica, arte e intuição.



Hoje, olho para trás e vejo que minha trajetória com a 

fotografia não foi feita de uma linha reta, mas sim de 

pausas, retomadas e descobertas. E talvez seja 

exatamente isso que a torna tão especial: não importa o 

tempo que passe, a fotografia continua sendo meu lugar 

de criação e expressão.